Comerciantes informais pedem socorro

Por Cristiano SilvaPresidente do Sindicipe

A crise sanitária provocada pelo Novo Coronavírus revelou quão vulneráveis às mazelas sociais são os comerciantes informais e suas famílias. Com as ruas esvaziadas, não há como as trabalhadoras e trabalhadores sustentarem suas famílias. O efeito negativo em suas vidas, é imediato.

A pandemia do Covid19 agravou a crise econômica que já assolava o comércio de todo país e com a medida de contenção viral do isolamento social, a que apela pela manutenção das pessoas em suas casas, tornou-se impraticável qualquer atividade de comércio informal nas ruas, praças e praias de nosso país.

Apelamos ao poder público para que a atenção das medidas de contenção e de redução de danos sociais alcance todos os setores da economia informal, com cadastros municipais ou sem. Caso contrário, os programas falharão fatalmente, pois o número de comerciantes informais vai muito além do que se tem registro. Da mesma forma, chamamos atenção para que os órgãos responsáveis pelo cadastramento no CadUnico – Cadastro Único para Programas Sociais — não fechem e que tais postos de cadastramento sejam amplamente divulgados, já que ele será base para o programa de apoio ao informal, divulgado pelo Governo Federal.

Cabe aqui uma crítica ao programa apresentado pelo Governo Federal, que visa atender com apenas R$200, por 3 meses, as trabalhadoras (es) informais. O valor anunciado não tem proporção para dirimir o problema dos informais nem de trazer dignidade às famílias durante a crise viral. Nesse sentido, como uma mulher ( segundo OIT – Organização Internacional do Trabalho, o trabalho informal representa 42% da mão de obra feminina e 40% das mulheres são responsáveis pelo provimento familiar) pode sustentar seu lar com esse programa?

Se faz necessário para o sustento das famílias que sobrevivem da informalidade, uma remuneração social, que seja suficiente para garantir a dignidade e humanidade das(os beneficiadas (os), inclusive, para se protegerem do contágio.

Compreendemos que as ações de humanização das (os) comerciantes informais não podem se limitar ao espectro federal, sendo necessário também envolvimento dos entes estaduais e municipais. Diante dessa crise, o governo e a prefeitura não pode fingir que não nos viu e nem podem nos peneirar com o fio de seus parcos cadastros.

Portanto, fica aqui o apelo aos três entes governamentais para que ampliem suas ações para o público que atua no comércio informal e a certeza de que renegar o pedido de ajuda desta categoria, representará a exposição das trabalhadoras (es) ao Novo Coronavírus, pela óbvia e triste necessidade de ir às ruas batalhar o pão diário, mesmo diante do perigo. O ronco na barriga do(a) filho(a) falará mais alto.

Vaquinha virtual urgente

Diante desse cenário aterrador que assola nosso país e põe em risco nossas famílias, convidamos a todas e todos a acessarem o link de nossa vaquinha e contribuírem com essa causa sem saírem de casa. Toda verba arrecadada será destinada a montagem de kits alimentação e de higiene.

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/comerciantes-informais-do-recife-precisam-da-sua-atencao

Vamos juntas (os) superar esse momento!

One thought on “Comerciantes informais pedem socorro

  • 22/03/2020 at 16:30
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    É preciso que todo mundo seja solidário, a participação do governo federal deve ser de pelo menos 500 reais, e os empresários têm que dar sua cota. Até aqui não se cobrou responsabilidades deles.

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